Pan

Mitologia Greco-Romana

Filho de Mercúrio havido de Penélope ou da ninfa Dríope; deus dos rebanhos, dos pastores, dos campos, dos desfiladeiros, das cavernas e, enfim, de tudo. Personificava a natureza, era venerado na Arcádia, onde proferia oráculos. Em sacrifício, ofereciam-lhe mel e leite de cabra. Semi-homem e semi-capro, companheiro de Baco, corria pelos montes, vales e florestas caçando ou acompanhado a dança das ninfas, com o mavioso som da sua flauta pastoril. Sendo Pan um gênio maldoso, qualquer rumor estranho lhe era atribuído: o sibilar do vento, o estalar de um galho, o cair de um fruto, o rolar de uma pedra por um barranco abaixo, o restolhar dum animal, o piar agoirentoe de uma ave, tudo revelava a sua presença, sobressaltando as ninfas e os pastores, e pondo em debanda os rebanhos. Daí se originou a expressão " terror pânico ", hoje empregada. Esteve enamorado da ninfa Pitis, e perseguiu Sírinx até o rio Ladon, onde esta ninfa foi transformada em cana, que ele cortou, e com a qual fez a sua flauta, a que denominou Sírinx. Amou ainda Eco, de quem teve uma filha chamada Siringe. Sob reinado de Tibério, diz Plutarco, um piloto de nome Tamos, quando navegava no mar Egeu, ouviu distintamente as seguintes palavras que partiam de uma ilha vizinha: " O grande Pan morreu ! ". Na interpretação dessa frase, há quem entenda ser ela anunciadora do fim do paganismo. Os poetas representam-no com o rosto abrasado, cornos na cabeça e a parte inferior do corpo semelhante à de um bode.