Denominado Plutão entre os romanos, é o terceiro filho de Saturno e de Rea, e irmão de Júpiter, Juno e Netuno. Foi devorado pelo próprio pai que, mais tarde, o vomitou forçado por Júpiter. Divindade grega a quem, em partilha do universo, coube reino dos infernos, sombria morada da morte, possui um capacete que o torna invisível. É o estalajadeiro cuja casa está sempre aberta a todos, e onde cada um encontra o seu lugar. O seu palácio está no meio do Tártaro, tendo por entrada um grande portão guardado por Cérbero, cão trifauce que festeja os que entram, e não os deixa mais sair. Tudo o que a morte ceifa na terra cai sobre o seu cetro, aumenta a sua fortuna ou fica sendo sua presa. Guiadas por Mercúrio, as almas ali ingressam aos bandos, e são julgadas por um tribunal composto de três juízes: Minos, Eaco Radamanto. Desejando possuir uma rainha, e mulher alguma querendo descer ao seu obscuro palácio, Hades raptou a sua sobrinha Coré ou Prosérpina, de quem teve as Fúrias. É representado com uma barba espessa, aspecto grave e sombrio, sentado em seu trono de ébano ou de enxofre, cercado das Fúrias e das Parcas, tendo Prosérpina à sua esquerda e Cérbero a seus pés. Traz, na mão direita, um cetro de duas pontas, ou mostra algumas chaves, para significar que as portas da vida estão sempre fechadas àqueles que penetram no seu fúnebre império. Também é representado em um carro tirado por quatro cavalos negros e fogosos.