Filho de Júpiter e de Juno, foi pai de Romulo e Remo, havidos de Réia_Sílvia. Sendo deus da guerra, foi adorado pelos romanos, como guerreiros que eram. Sob o nome grego de Ares, ao contrário, era ele o mais odiento dos deuses; personificava a desgraça, e só se sentia bem no meio dos horrores da carnificina. Formavam seu habitual cortejo: Enyo ( destruidora das cidades ), Eris ( a discórdia ), Deimos ( o temor ), Phebus ( o pavor ) e Kéres ( os gênios da morte ). Segundo a fábula, Juno, despeitada pelo fato do seu esposo ter feito nascer Minerva sem a sua coparticipação, quis pagar-lhe na mesma moeda, para o que recorreu à deusa Flora, a quem pediu que indicasse uma flor do campo, cujo simples odor a fizesse conceber; assim nasceu Marte, cuja educação foi confiada a Príapo. Uma outra lenda refere-se aos seus amores por Vênus, mulher de Vulcano: Mantendo com ela ligações adulterinas, vinha vê-la todas as noites, enquanto Vulcano trabalhava em sua forja; e, para não ser surpreendido em flagrante, fazia guardar a entrada por Actrion, incumbido de lhe avisar quando surgisse o Sol. Mas, tendo Actrion adormecido, o Sol surpreendeu os amantes e denunciou o escândalo a Vulcano. Este, para se vingar, teceu uma rede, cujas malhas tanto tinham de resistentes quanto de invisíveis, armou-a no leito de Vênus, e nela apanhou os amantes e os expôs à irrisão dos deuses. Marte castigou a sua negligente sentinela transformando-a em galo, e condenando-a a avisar, perpetuamente, ao homem, nascer do sol.