Midas

Mitologia Greco-Romana

Filho de Górgias e de Cibele e rei da Frígia, obteve de Baco virtude de transformar em ouro tudo em que tocasse. Daí por diante, até seu alimento se convertia no precioso metal. Desesperado, quase morrer de fome, no meio de uma enganadora abundância, pediu ao deus que o livrasse de tão funesto dom. Baco fê-lo então se banhar no Páctolo, que, daí, passou a ter paletas áureas em suas areias. Conta-nos outra lenda que, havendo Midas preferido a flauta de Mársias à lira de Apolo, o deus, irritado, enfeitou-lhe a cabeça com um par de orelhas de burro. Essa monstruosidade, escondida sob um barrete, era conhecida do seu cabeleireiro Canas, que, intimado, sob ameaça de morte, a guardar segredo, e não podendo conter a sua indiscrição, fez uma cova na terra, em lugar secreto e, inclinando-se para ela, murmurou baixinho: " Midas, o rei Midas, tem orelhas de burro ". Depois desse desabafo, encheu de novo a cova, e nesse lugar nasceram imediatamente canas que, ao mais leve sopro do vento, repetiam o que foi dito por Canas. Divulgou-se assim o segredo. Segundo se diz, Midas se matou bebendo sangue de touro.