Hefasto dos gregos, deus dos vulcões, do fogo, das indústrias, das artes metalúrgicas e de todas as matérias fusíveis, filho de Júpiter e de Juno. Segundo a lenda, tendo ele tomado a defesa da mãe, quando Júpiter a castigava, este deus agarrou-o por um pé, e atirou-o para fora do Olimpo. Segundo alguns mitógrafos, foi a própria mãe que o pricipitou do Olimpo, devido a sua grande fealdade. De uma forma ou de outra, depois de haver rolado no espaço, durante um dia e uma noite, o infeliz caiu, finalmente, na ilha Lemnos, quebrando as duas pernas, o que o tornou, para sempre, coxo e de andar claudicante. Na ilha, ele montou a sua forja na cratera de um vulcão, e se ocupava de modelar obras de arte. Segundo se diz, das suas forjas subterrâneas provinha o fogo espalhado pelas crateras vulcânicas, enquanto que o ruído assustador dos terremotos era atribuído ao trabalhar das suas vastas oficinas. Mais tarde, Vulcano voltou para o Olimpo, graças a um engenhoso plano: fabricou um trono de ouro, trabalhado a capricho, contendo laços invisíveis, e mandou-o de presente à mãe. A soberana do Olimpo, ao sentar-se, ficou de tal forma enleada que os deuses não conseguiram desembaraçá-la. Júpiter, depois de inúteis tentativas, mandou seu mensageiro Mercúrio buscar Vulcano, que a libertou, sob condição de lhe ser dado um lugar entre os imortais, e de desposar a formosa Venus. Voltando assim a habitar no Olimpo, ali também ele montou a sua oficina, onde forjou os raios de Júpiter, o carro do Sol, a couraça de Hércules, o palácio dos deuses e muitos trabalhos de arte. Além disso, modelou a primeira mulher, Pandora, a quem animou, dando-lhe, por alma, uma fagulha do fogo celeste. Sendo pouco atraente, devido ao seu rude ofício, sua esposa passou a entreter relações adulterinas com Marte. Chegando esse fato ao seu conhecimento por denúncia do Sol, Vulcano apanhou os amantes em flagrante, envolveu-os nas finas e invisíveis malhas de uma resistente rede de ouro, e os expôs à irrisão dos deuses.