Divindade alegórica identificada com a deusa grega Atena ou Palas, filha de Metis ( a sabedoria ), e de Júpiter ( o poder ). Querendo o poeta significar que, ao poder de Júpiter estava ligada a sabedoria, idealizou haver ele encerrado Metis no seio, assimilando-a e gerando Minerva. Chegado o termo da gestação, ordenou a Vulcano que vibrasse sobre a sua cabeça um profundo golpe de machado. Obediente às ordens, o machado brandiu, e da divina fronte surgiu uma formosa mulher, vestida de armaduras de guerra, tendo na mão um dardo rutilante. Herdando o predicado dos pais, é Minerva a deusa da guerra, da sabedoria e das artes: inventou o torno usado pelos oleiros nas moldagens; a régua e o esquadro de que se servem os carpinteiros; a charrua, o ancinho, etc.; ensinou ao homem a cultura da oliveira e o plantio da figueira; enfim, foi inspiradora de todas as artes, e protetora de todos os ofícios. Presidia aos trabalhos de bordados e, nesse mister, Arácne, ousando desafiá-la, foi transformada em aranha. Outra lenda conta-nos que Minerva e Netuno tendo disputado a posse de Ática, os deuses resolveram concedê-la a quem fizesse melhor oferta para o homem. Netuno golpeou, então, um rochedo, com o seu tridente, fazendo surgir um fogoso corcel aparelhado para a guerra, enquanto Minerva, fazendo o mesmo com a sua lança, fez germinar na Acropole uma oliveira. Os deuses decidiram que esta última dádiva, símbolo da paz, era mais útil do que aparelhos de destruição. Os animais consagrados a Minerva eram o mocho e do dragão. Sacrificavam-se-lhe grandes vítimas; assim, nas Panatenéias, cada tribo da Ática lhe imolava um boi, cuja carne era em seguida, distribuída ao povo. Os artistas representavam-na com um capacete na cabeça, égide no braço esquerdo, e lança na mão direita, como deusa da guerra, tendo, junto de si, um mocho sobre o qual se encontravam os diversos instrumentos de matemática, como deusa da ciência e das artes. Teve templos em Alea, Atenas e Astira.