Venus

Mitologia Greco-Romana

Divindade romana da Beleza, dos amores, da energia reprodutra, da volúpia e da vida universal, filha de Júpiter e de Dionéa, ou do Céu e do Dia, esposa de Vulcano, e mãe de Eros ( o Amor ). Os gregos chamam-na Afrodite, que quer dizer: " nascida de espumas ". Chamam-na também Anadyomina, que significa: " aquela que sobe, saindo das vagas ". Narra-se da seguinte forma a lenda do seu nascimento: Urano, tendo aversão aos seus filhos, havidos de Gea, encerrava-os no Tártaro. Gea, revoltando-se contra esse proceder, deliberou vingar-se: fabricou então uma foice, com metal tirado do seu seio, e entregou-a a Cronos que, assim armado, se pôs de emboscada e, de surpresa, decepou-lhe os orgãos sexuais. O sangue vertido, caindo sobre a terra, deu origem às fúrias e aos gigantes; mas algumas gotas caíram no mar e, sacudidas pelas ondas, formaram um floco de espuma nacarada que, banhado pelos fulgurantes raios do sol, deu nascimento a uma encantadora jovem de arrebatadora beleza, cuja dourada cabeleira flutuava ao sopro da brisa. Os tritões e demais divindades do mar cercaram-na, envolveram em véus o seu cândido corpo, e depositaram-na sobre uma nacarada concha marinha, enquanto dois zéfiros a conduziram até a ilha de Chipre e a entregaram aos cuidados das horas e das graças que, por sua vez, a fizeram subir para um carro de alabastro, tirado por cândidas pombas, e a transportaram para o Olimpo, onde os deuses, encantados com a sua fascinante formosura, proclamaram-na rainha da beleza. Com a sua presença, toda a natureza sorria, os ventos serenavam e as ondas se acalmavam. Possuía um cinto mágico, dotado do poder de sedução e de encanto, Esse precioso talismã esteve em mãos de Juno, que Io pedira emprestado para atrair ao leito o volúvel esposo. Venus, tendo desposado Vulcano, o feio e disforme deus ferreiro, deixou-se enamorar por outros: Obteve de Júpiter permissão para que Adonis, morto por um javali, saísse dos infernos para passar junto dela quatro meses de cada ano. Vemos em Adonis uma representação alegórica da Natureza, que se apresenta bela e fecunda, durante os quatro meses primaveris para, em seguida, aparentar fenecimento. Venus amou ainda Anchises, de cuja ligação nasceu Enéas. Manteve relações adulterinas com Marte, até que, surpreendida e denunciada pelo Sol, foi castigada pelo esposo, que a apanhou, com o amante, em sua rede maravilhosa que armava no seu leito, e expôs ambos à irrisão dos deuses ( vide Marte ). Dessa união, nasceu Eros ou Cupido, o irrequieto deus do amor. Amou tambem Baco, de quem houve Príapo. Tendo Venus saído nua do seio das ondas, é, na maioria das vezes, representada com o pé sobre uma tartaruga, ou uma concha marinha, na simples e desataviada beleza que trazia ao nascer. Elevaram-lhe templos em Amatonte ( ilha de Chipre ), em Pafos, na ilha Cítera, etc. Daí os seus nomes: Chipris, Páfia, Citérea, etc. Foi também chamada Dionéa, como sua mãe.