Feérica morada no cume do mais alto dos montes helênicos, entre a Tessália e a Macedônia, onde, consoante a fábula, os doze deuses maiores viviam cercados do seu luzente cortejo. Cada um deles tinha ali o seu palácio, dos quais o mais pomposo era o de Júpiter, senhor do mundo e supremo rei dos imortais. Na assembéia dos deuses, ali se ouvia a eletrizante lira de Apolo, acompanhada do harmonioso cântico das musas, e das encantadoras danças das graças. Nos intervalos, a formosa Hebe e, mais tarde, Ganímedes, servia, em taças de ouro, o néctar e a ambrosia. Júpiter a tudo assistia, sentado no seu imponente trono, tendo a seu lado Juno, sua divina espôsa; Temis, a justiça eterna, e Metis, a prudência. Com ar majestoso, ele presidia às evoluções do universo, previa as necessidades humanas, assistia às lutas e às discórdias , premiava os bons e punia os maus. As suas ordens eram transmitidas pela célebre mensageira Iris. Em uma interessante página de Will Durant, na sua " Filosofia da Vida ", compara-se o Olimpo grego à organização do gabinete presidencial dos Estados Unidos: Palas ou Minerva era a secretária do Estado; Poseidon, o secretário da Marinha, Ceres, o da Agricultura, Hermes ou Mercúrio, o Diretor dos Correios; Ares ou Marte, o secretário da Guerra, e Hera ou Juno, o secretário do Interior, com a tarefa de controlar a propensão polígama do presidente Zeus ou Júpiter.