As nove filhas de Júpiter e de Mnemósine. Belas e graciosas, alegravam as reuniões, concertos e festins do Olimpo, com seus harmoniosos cânticos, enquanto Apolo dedilhava a sua cítara. Presidiam às artes liberais, à eloqüência, à poesia e, em suma, às produções do espírito, inspirando os que as invocavam. A princípio veneradas como um conjunto sem atributos particulares, mais tarde assim se discriminavam: Clio presidia à história; Euterpe, à música; Tália, à comédia; Melpómene, à tragédia; Terpsícore, à dança; Erato, à elégia; Polímnia, à retórica; Urânia, à astronomia; e Calíope, à eloqüência e à poesia heróica. Todas habitavam, com Apolo, o Parnaso, o Pindo, o Hélicon e o Plério, e foram alegoricamente concebidas como filhas de Júpiter e de Mnemósine, porque os trabalhos do espírito, as letras, as ciências e as artes são frutos da inteligência e da memória. As fontes Castália e Hipócrene, o ribeirão Permesso e o divino Pégaso eram-lhe consagrados.